Sobre o projeto
Fundada em 1944 pelo imigrante dinamarquês Paul Bartholdy, em São Vicente de Minas, no Sul de Minas Gerais, a Campo Lindo é pioneira na produção de queijos finos no Brasil — foi dela o primeiro Gouda e o primeiro Camembert do país. Mais de oito décadas depois, com um portfólio premiado e reconhecimento internacional, a marca vivia um momento de reposicionamento.
A SIGNA conduziu esse novo capítulo em três frentes integradas: o posicionamento estratégico, a fotografia de portfólio e o Guia de Identidade e Expressão de Marca. Um único fio conduz todas elas — o terroir mineiro.

Approach
Como diferenciar uma marca de queijos em um mercado que oscila entre o tradicional de massa e o especial de nicho? O diagnóstico apontou uma oportunidade clara: a Campo Lindo tinha uma história rara — origem dinamarquesa, pioneirismo e prêmios — mas faltava um território que traduzisse tudo isso em um significado próprio e defensável.
A aposta estratégica foi ancorar a marca em algo que nenhum concorrente poderia copiar: o seu terroir. Assim como no vinho, o conjunto de clima, geografia, solo e saber-fazer humano das montanhas mineiras se tornou o coração da marca. Dele nasceu o propósito que orienta toda a expressão: Levar a autenticidade do terroir mineiro para os bons encontros à mesa.
E um posicionamento que resolve a tensão central da categoria — queijos premium acessíveis: a porta de entrada para o universo dos queijos especiais, com o sabor do autêntico terroir mineiro.


Uma estratégia enraizada no terroir
A partir do propósito, a SIGNA estruturou a plataforma de marca completa: ambição, valores (cultura local, sustentabilidade, inovação pela qualidade e compromisso com o legado), crenças, benefícios e uma personalidade sofisticada, inovadora e autêntica. O terroir mineiro deixou de ser um detalhe de origem para virar a essência que dá sentido a cada escolha da marca.


Uma voz mineira, sem forçar o sotaque
A identidade verbal traduziu a personalidade em tom de voz: seguro e confiante, sem ser arrogante; acolhedor, sem perder a sofisticação. O “mineirês” entra com parcimônia — se sair um “cremin”, deixa sair, naturalmente. Quatro pilares e um conjunto de dos & don’ts orientam desde a apresentação de produtos até prêmios, harmonizações e redes sociais.




Um sistema visual que celebra a origem
O logotipo assume o “DESDE 1944” como prova de tradição e diferenciação. A paleta — Verde, Dourado e Vermelho CL — traduz campo, excelência artesanal e a herança da marca. A tipografia combina a Effra (contemporânea) com a Lust Script (charme artesanal). E um ativo nasce do próprio portfólio: a elipse dourada, inspirada na icônica embalagem do Brie Cremin, que vira ícone e gera memória de marca. Ilustrações modulares, texturas e padrões completam o repertório.







Fotografia que desperta o apetite
A direção de arte da fotografia de portfólio deu imagem ao propósito. Luz de golden hour e tons quentes (âmbar, dourado, bege) para o aconchego; close-ups e ângulos a 45° para valorizar cremosidade e derretimento — o apetite visual; cenários de casa de campo elegante (madeira, cerâmica artesanal, linho, talheres dourados) e momentos reais de consumo, que colocam a marca onde ela quer estar: nos bons encontros à mesa.










